sábado, 10 de janeiro de 2009

ANIMAÇÃO NA SALA DE AULA

A utilização de recursos de animação como uma atividade no Laboratório de Informática possibilita variadas formas de interação e representação do mundo real ou imaginário por parte do aluno. Ao desenvolver a atividade, é possível expressar o que se imagina e dar forma ao imaginado. A criação de uma animação envolve a linguagem verbal e a não–verbal, a lógica sequencial e a expressão visual do objeto a ser representado.
No caso de se usar animação, novos potenciais se abrem. Sua linguagem permite a incorporação de várias formas de expressão: o desenho, a pintura, a palavra, a música, além de dar movimento ao que é inanimado. Com ela é possível construir histórias, representar e trabalhar diferentes conceitos.
Para a criação de uma história animada é preciso ter uma idéia e depois criar o roteiro, documento que traz as falas do desenho e as indicações que orientarão a produção – como será cada cena, o que cada personagem vai fazer e assim por diante. A história pode ser mais visual, sem muitas palavras (ou pode-se animar as palavras, se optar por ter poucos desenhos).
Depois do roteiro, é hora de transformar o roteiro no chamado storyboard, uma espécie de história em quadrinhos que dá uma idéia do que vai acontecer em cada quadro. Parte-se, então, para a criação dos desenhos no computador - o que proporciona novas situações de aprendizagem – e edita-se o material criado. O processo de edição é uma oportunidade para se trabalhar conceitos relativos à interpretação, seleção, classificação, observação, etc. Ao final, exibe-se o resultado para os colegas, para a comunidade da escola e no site para que todos vejam.
O aluno aqui não é apenas um espectador. Ele é um participante ativo e autor do projeto. Por causa disso, a animação oferece uma série de oportunidades para o professor conhecer melhor seus alunos, vendo-os em ação sob outra perspectiva, fora das atividades “normais” da sala de aula. O uso da animação pode ser fonte de investigação e análise da visão de mundo de seu aluno e das diferentes linguagens utilizadas na elaboração da animação. Além disso, ela pode ser utilizada na finalização de muitas atividades, ou seja, é um recurso que dá novas formas à produção do aluno (tão habituado ao caderno e à caneta).
Dependendo da faixa etária dos alunos é possível utilizar diferentes ferramentas para produção das animações e desenhos animados. Com o Power Point e o Animator9 (software free para baixar) podemos fazer animações simples. Já com o Zimmer Twins e GoAnimate é possível fazer, on line, pequenos filmes de desenhos animados.

sábado, 27 de setembro de 2008

A UTILIZAÇÃO DO BLOG COMO FERRAMENTA PEDAGÓGICA

Blog é a abreviação da expressão inglesa weblog. É um diário virtual. Muitos são pessoais, alguns são voltados para diversão e outros são utilizados em situação de trabalho. Há também aqueles que misturam tudo. Mas, em geral, enfocam uma área de interesse para quem os escreve. São atualizados com regularidade, da mesma forma que se fazia, com os diários de papel.
Começaram a aparecer no final dos nos anos 1990. Para se criar um blog, eram necessários conhecimentos de HTML Mas hoje, criar um blog é muito fácil e simples. Não exige conhecimentos profundos de Informática, nem instalação de programas para a publicação e atualização. Existem serviços gratuitos para a publicação dessas novas formas de registro.
Como recurso de aprendizagem, o blog vem ganhando espaço. Aproveitar o conhecimento e o interesse dos jovens por esta forma de comunicação no contexto escolar pode ser uma maneira diferente de divulgar projetos e permitir a interatividade e a troca de experiências, facilitando a reestruturação de antigos e a construção de novos outros conhecimentos.
A utilização dos blogs nas escolas permite o registro de forma rápida e simples. O blog funciona como um diário no qual o usuário (aluno ou professor) pode registrar atividades, eventos, impressões acerca de determinado assunto ou propor desafios cooperativos.
A construção de um blog pode ser feita a partir do site hospedeiro. Nele é possível inserir imagens e alterar os dados postados. A construção de um blog de forma cooperativa possibilita a interação entre os sujeitos e promove a troca de idéias e a resolução de desafios de forma colaborativa. Estas possibilidades, além da facilidade de utilização, organização de conteúdos e comentários, ampliam as possibilidades de complementar as aulas dos professores de forma inovadora e atraente.
Esses diários eletrônicos são uma ferramenta diferente, capaz de transformar o trabalho pedagógico e, assim, envolver muito mais os nossos alunos. Têm grande poder de comunicação, pois oferecem espaços de diálogo onde os alunos são escritores, leitores, pensadores. Os blogs ajudam a construir novas redes sociais e de saberes.
Por permitir a expressão, discussão e contraposição de idéias entre os sujeitos, é um recurso que promove a aprendizagem e possibilita a construção do conhecimento. Seja como for, levar o recurso dos blogs para a escola pode representar um avanço na capacidade de comunicação dos alunos. Convidados a se divertir, eles estarão exercitando a leitura, a escrita, o senso crítico e a familiaridade com a Informática.
Hoje, o uso do computador na Educação deve ser capaz de gerar reflexão, análise, depuração dos procedimentos utilizados pelo aluno, inclusive e, principalmente, para o desenvolvimento de determinada atividade prevista no planejamento do "conteúdo escolar".

Algumas sugestões de utilização do blog como um prática pedagógica:
• Criação de um jornal on line;
• Divulgação de atividades realizadas em sala de aula;
• Divulgação de produções dos alunos em diferentes áreas de conhecimento;
• Desenvolvimento da curiosidade, incentivando o aluno a buscar diferentes linguagens para se expressar;
• Desenvolvimento de habilidades e competências nas diferentes áreas de conhecimento, aplicando os conteúdos aprendidos na sala de aula;
• Apresentar várias etapas de um projeto desenvolvido na escola, na sala, em grupos ou mesmo individual;
• Elaboração de um diário, referente ao processo, de aulas, projetos ou atividades, tanto para alunos como professores;
• Criação de relatórios de visitas e excursões de estudos para que os alunos relatem a importância daquele momento;
• Compartilhamento de idéias de atividades de ensino ou jogos de linguagem para uso em sala de aula;
• Apresentação de exemplos de trabalho em sala de aula, de atividades de vocabulário, ou de jogos gramaticais;
• Aprender sobre blogs;
• Discussão de atividades para que os alunos possam dizer o que pensam sobre elas;
• Reunião e organização de recursos da Internet para aulas específicas, fornecendo links para sites apropriados, assim como informações sobre sua relevância;
• E o que mais a sua imaginação puder criar.......
O que eu posso afirmar é que as experiências que tive com meus alunos foram ótimas. Em uma atividade integrada, trabalhei a criação do blog com alunos de 6º ano e o resultado foi muito positivo, tanto para eles como para mim e para a professoora de Redação. Você quer ver o resultado? Dê um "pulinho" no blog deles, clicando nos links abaixo:

http://meusalunos601.blogspot.com
http://meusalunos602.blogspot.com
http://meusalunos603.blogspot.com
http://meusalunos605.blogspot.com

domingo, 29 de junho de 2008

NOVO PORTAL PARA O PROFESSOR

O ministro da Educação, Fernando Haddad, e o secretário de Educação a Distância, Carlos Eduardo Bielschowsky, lançaram no dia 18 de junho, em Brasília o Portal do Professor e o Banco Internacional de Objetos Educacionais como os mais novos instrumentos de auxílio ao trabalho dos professores. A proposta do Ministério da Educação é inserir os professores, principalmente os que estão longe dos grandes centros, no ambiente das novas tecnologias. O conteúdo do portal inclui sugestões de aulas de acordo com o currículo de cada disciplina e recursos como vídeos, fotos, mapas, áudio e textos, que tornam o conteúdo mais dinâmico e interessante para o aluno. Nele, o professor poderá preparar a aula, ficará informado sobre os cursos de capacitação oferecidos em municípios e estados e na área federal e sobre a legislação específica. Chats, blogs e seminários on-line vão estimular a comunicação e a interação entre os professores, que contarão com uma série de links de bibliotecas digitais e museus e serão estimulados a criar sites de escolas. As iniciativas dos profissionais de ensino de todo o Brasil serão apresentadas no Jornal do Professor, por meio de textos jornalísticos e vídeos experimentais. O Banco Internacional de Objetos Educacionais permitirá o acesso rápido e gratuito a vídeos, animações, jogos, textos, áudios e softwares educacionais. No banco, professores terão acesso a conteúdos produzidos para todos os níveis de ensino, do fundamental ao superior. Vale a pena dar uma passadinha por lá. O do Portal é http://portaldoprofessor.mec.gov.br/ e o do Banco é http://objetoseducacionais.mec.gov.br/.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

JÁ ERA HORA!


Já era hora!O tempo passa e a gente, mesmo que cheio de vontade, não consegue atualizar o blog. Será que preciso me organizar melhor? Será que abri tantas frentes de trabalho que não consigo terminá-las todas no seu momento devido? Será que é a nossa vida mesmo que passa em turbilhão? Acho que é um conjunto de tudo isso. Espero melhorar.Embora não tenha um tema para deixar aqui registrado, como sempre faço, achei interessante falar um pouquinho de um sítio muito interessante para nós professores. É o portal da Escola Conectada (http://www.escola2000.org.br), uma parceria entre a Microsoft e o Instituto Ayrton Senna. Vale a pena fazer uma visita. Artigos bastante interessantes, projetos de aprendizagem, fóruns, EACs (Experiências de aprendizagem colaborativa), enfim, muita coisa boa para "professores conectados". Estou fazendo lá no portal uma EAC sobre Mapas Conceituais. Ouvia falar muito, queria fazer com meus alunos, mas não tinha tido a oportunidade de saber mais profundamente de forma que me sentisse capaz de utilizá-los em minhas aulas. Agora parece que vou. Esse curso a distância está só no comecinho, mas parece que promete. E tem uma outra coisa muito interessante. É de graça!

terça-feira, 22 de abril de 2008

NO LABORATÓRIO DE INFORMÁTICA

WHAT WILL YOU DO FOR EARTH DAY '08?

Pessoal!
Encontrei dois sites interessantíssimos que poderão ser utilizados no Laboratório de Informática, proporcionando atividades que, com toda certeza, os alunos irão adorar. Já estou aqui com os meus macaquinhos pulando no sótão, como o Menino Maluquinho do Ziraldo diria.
Um deles é o http://www.google.com/earthday08, onde pode-se deixar uma mensagem para o mundo de ações que pode-se fazer para combater as mudanças de clima no planeta. Bem interessante se os alunos também puderem fazer seus registros, não é?



LIVRO ANIMADO NA SALA DE AULA

O outro site é "O LIVRO ANIMADO NA SALA DE AULA", onde encontramos vários video clips de diversos livros, tendo inclusive a oportunidade de baixá-los gratuitamente na íntegra. Super interessante. Não dá para não visitar e se cadastrar. Coloquei o video clip do Dom Quixote de La Mancha de Miguel de Cervantes. Olha só que interessante!

sexta-feira, 4 de abril de 2008

INFORMAÇÃO E CONHECIMENTO


Na era da informação e da comunicação, onde cada vez mais o acesso às informações amplia-se à uma velocidade assustadora, onde a informação não é mais privilégio das instituições educacionais e sim propriedade da humanidade, precisamos pensar sobre o que fazer com tantas informações.
O desafio que se apresenta é o de encontrarmos caminhos para orientarmos os alunos a saberem como usá-las e principalmente, como aliá-las às suas necessidades reais, fazendo delas uma fonte de conhecimentos que possam ser usados de forma autônoma e responsável.
Desta forma, há que se pensar constantemente na finalidade, na relevância e na utilização que fazemos das tecnologias nas escolas. A que temos dado maior atenção: à informação ou à formação?
Informações temos bastante, das mais variadas formas e através de diferentes veículos de comunicação. Mas o que fará a diferença será o tratamento que o professor dará a essas informações, a maneira pela qual auxiliará seus alunos na busca de mecanismos e no desenvolvimento de habilidades para transformar essas informações em conhecimento.
Quando o professor tem acesso à tecnologia para as suas aulas, as possibilidades de incentivar os alunos a explorarem sua capacidade de aprender, de cooperar, de serem criativos diante de novas situações são ampliadas. As aulas , se bem planejadas, podem ser instigantes e desafiadoras, porém, se faz necessário que, como qualquer outra ferramenta de trabalho, seja preciso antes conhecer, saber usar , para então estabelecer-se uma metodologia de utilização dessa ferramenta vinculada às necessidades reais de aprendizagem.
É preciso que os educadores em seus ambientes de apredizagem organizem suas aulas com objetivos claros para utilização da Informática. Não adianta ter computador na escola, conectado à Internet se os alunos ou o professor acessarem para clicar e apertar botões. É preciso ter metodologia, senão a aula continuará sendo a mesma do livro didático que muda a página a cada clique quando você expõe uma apresentação multimídia. É preciso desenvolver no ambiente escolar uma "cultura de uso das tecnologias". É preciso haver planejamento e organização do uso desses recursos, é preciso que haja rompimento de barreiras, como o medo, o descompromisso, a desatualização, a resistência ao novo e o individualismo.
Com a Informática na escola, tanto alunos como professores podem ser autores de suas produções se souberem transformar a informação recebida em conhecimento. Qualquer proposta de transformação deve incorporar as novas tecnologias da comunicação e informação de modo a contribuir na melhoria da qualidade dos processos de ensino-aprendizagem. Tal atitude necessita de mudanças e transformações no processo de aprendizagem e prática docente. Transformar informação em conhecimento é certamente um dos maiores desafios profissionais dos tempos atuais. É necessário senso crítico apurado para que se possa identificar quais informações devem ser transformadas em conhecimento real e quais devemos “descartar”. Na era da tecnologia, o importante não é somente ter acesso à informação, mas conseguir transformá-la em conhecimento.
Muitas vezes, a informação e o conhecimento são vistos e tratados como sinônimos, mas são conceitos distintos. Reconhecer esta diferença, bem como a relação que existe entre elas, é fundametal para a prática do professor e a aprendizagem do aluno. Na sala de aula, o professor tem a intenção de transmitir conhecimento, mas conhecimento não se transmite. O professor certamente tem o conhecimento, mas aquilo que ele transmite para o aluno é informação, que pode adquirir significado para o aluno e ser por ele transformada em conhecimento. A informação, tanto a transmitida pelo professor como a encontrada na Internet ou, ainda, em outros meios, pode ter uma organização pedagógica intencional, mas isto não garante que o aluno construa seu conhecimento.
A informação precisa ser interpretada pelo aluno. Este processo de interpretar, ou seja, de dar sentido à informação requer ações do conhecimento. Transformar a informação em conhecimento não é algo que acontece de forma espontânea. É preciso que as informações sejam trabalhadas conjuntamente em várias situações de aprendizagem, de modo que o aluno possa estabelecer relações, comparar, diferenciar, experimentar, analisar, atribuir significado e sistematizar os conceitos envolvidos num processo contínuo de (re)construção do conhecimento.
Atividades que privilegiam a autoria do aluno e o processo de (re)elaboração de algo que lhe seja significativo possibilitam que este aluno possa interpretar as informações, articulando-as com seu universo de representação do conhecimento.
Logo, o atual paradigma de competência repousa em uma ação do profesor de forma criativa, contextualizada, adequada à realidade e respaldada no conhecimento científico.
Aprender a lidar com o desconhecido, com o conflito, com o inusitado, com o erro, com a dificuldade, ser seletivo e buscar na pesquisa as alternativas para resolver os problemas que surgem são tarefas que devem fazer parte do dia-a-dia da sala de aula, criando condições para que a informação transforme-se em conheciimento.
A escola, no cumprimento da sua função social, debe desenvolver nos alunos, competências e habilidades a fim de prepará-los para agir conforme as exigências da contemporaneidade.
Como é impossível distanciar-nos desta realidade, todos os profissionais da educação devem perceber a necessidade de refletir sobre suas ações pedagógicas no que diz respeito a conhecer e reconhecer a importância do sujeito da aprendizagem e entender o que e como pode facilitar ou impedir que ele aprenda.
Para se chegar a essa realidade não basta investir pesadamente na compra de equipamentos. É necessário mudar a mentalidade dos usuários. É necessário iniciar entre os professores um intenso esforço de "desaprendizagem", ou seja, a sua libertação de metodologias que a tecnologia já ultrapassou.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

PLANEJAMENTO 2008

Férias acabando! Semana de planejamento começando e logo, logo os alunos estarão de volta. Este ano, muita coisa para fazer. Pretendo dar um upgrade nas minhas aulas, introduzindo novas atividades e recursos e, com relação aos professores, estarei responsável pela orientação na utilização da lousa digital.
A escola comprou este material que é totalmente novo para os professores. Trata-se de uma ferramenta bastante interessante que irá possibilitar ao professor o enriquecimento de suas aulas com a utilização da tecnologia na própria sala de aula. O tratamento educativo do conteúdo sofrerá, sem dúvida, uma modificação radical. Melhor para os alunos!
As aulas no Laboratório de Informática vão continuar, pois uma ferramenta (a lousa digital) destina-se à utilização do professor e a outra (o laboratório) à produção do aluno. Tecnologias com aplicações diferentes, mas a serviço da Educação. Prevejo, portanto, trabalho dobrado para mim.
Com relação aos projetos, que sempre desenvolvemos no Laboratório em parceria com o professor e que culmina com a Feira de Atividades, o tema deste bimestre será A chegada da Família Real ao Brasil. No final do ano já havíamos nos decidido por este tema.
Existem muita coisa interessante sobre na Internet. O Instituto Pereira Passos , por exemplo, que faz parte da prefeitura do RJ, tem um trabalho sobre a Memória da Cidade em que mostra a evolução urbana durante o período em que a Família Real esteve por aqui. É possível, inclusive, baixar esse material para ser utilizado em sala de aula. Outro site interessante é http://www.rio.rj.gov.br/arquivo/familia_real/mapa_centro.htm que destaca os lugares que fazem parte da história do Rio de Janeiro na época da transferência.
Vale a pena dar uma olhadinha! Além disso, sabendo procurar, muita coisa boa a gente pode achar.
Outro tema bom para ser desenvolvido este ano é sobre o Centenário do início da Imigração Japonesa. Mas isto já é outra história e fica para depois.

Chegada da Família Real Portuguesa ao Rio de Janeiro em 07/03/1808
Óleo sobre tela, 609 x 914 milímetros

Quadro de Geoffrey Hunt, esteve em exibição no Museu Histórico Nacional e no Museu Imperial do Brasil. O Príncipe Regente D. João, a Rainha D. Maria II e a Corte embarcaram para o Brasil no dia 27 de Novembro de 1807, devido à 1.ª Invasão Francesa. A frota só se fará ao mar no dia 29.


Pessoal! Não deu para passar em branco a notícia abaixo. Por isso, vocês podem até estranhar que a data da notícia é posterior ao post, mas é que eu resolvi incluí-la aqui. Será que não seria possível fazer isso no Brasil também?

Surpresa e emoção em distribuição gratuita de livros na Espanha

Madri, 26 jan (EFE).- Os espanhóis se mostraram hoje surpresos ao ver dezenas de livros - de escritores como Jorge Volpi, Mario Mendoza e Juan Bonilla - distribuídos em estátuas, cercas e bancos do centro de Madri e ficaram em dúvida se poderiam levá-los ou não.
A cena se repetiu nos centros de outras quatorze cidades espanholas, em uma iniciativa da editoria "Seix Barral" e de leitores que integram o movimento de troca de livros "Bookcrossing".
Mais de mil exemplares de autores ganhadores do prêmio "Biblioteca Breve" foram colocados à disposição do público.
A iniciativa acontecerá também hoje na capital mexicana e, nos próximos dias, nas cidades de Buenos Aires, Rosario e Córdoba, na Argentina.
O prêmio "Biblioteca Breve", que ao longo de sua história prestigiou nomes como o peruano Mario Vargas Llosa, completa 50 anos em 2008, e nada melhor que distribuir gratuitamente livros de autores agraciados para comemorar a data.
Mais de 600 mil membros em diversos países praticam a troca de livros.
Gratuitamente, os "bookcrossers" de todo o mundo registram seus livros no site "www.bookcrossing.com" e depois os colocam em qualquer lugar para que outra pessoa os encontre e possa desfrutar de sua leitura.
Exemplares foram deixados em janelas, banco de parques, jardins, estátuas de praças, entre outros lugares, hoje, em cidades como Madri, Barcelona, Sevilha, Bilbao e Zaragoza, entre outras.
Muitas pessoas pegaram os livros, mas algumas, desconfiadas, temiam levá-los. Outras, porém, já conheciam a iniciativa do "Bookcrossing".
"Somos leitores e vorazes compradores de livros. Gostamos de nos reunir, uma vez por mês, para trocarmos opiniões e recomendações de obras", explicou à Agência Efe María Jesús Serrano, representante do "Bookcrossing", enquanto distribuía cem exemplares pelos lugares mais improváveis - como os pés de uma estátua - de uma praça em Madri.
Em outras cidades espanholas, os livros foram repartidos da mesma forma, e podem acabar em qualquer lugar do mundo.
Uma "bookcrosser" conta que encontrou um livro no aeroporto de Paris e deixou-o em Madagascar. "O livro, ali, fazia mais falta", lembrou hoje.

http://noticias.bol.uol.com.br/entretenimento/2008/01/26/ult1817u7708.jhtm

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

A UTILIZAÇÃO DO "BLOG" COMO RECURSO PEDAGÓGICO


A evolução tecnológica tem sido rápida e surpreendente, gerando novas formas de pensar e de se relacionar com os objetos do conhecimento. Nesse mundo digitalizado e globalizado, através das telecomunicações e da informática, a técnica torna-se uma das dimensões fundamentais da transformação do mundo humano pelo próprio homem. Crianças e adolescentes têm que ser mais do que simples expectadores das mudanças científico-tecnológicas. Precisam ser protagonistas, fazendo uso inteligente, racional e efetivo da tecnologia. Assim, uma nova concepção pedagógica se faz necessária, já que o aprender não está mais centrado no professor, mas no aluno, e a sua participação é que determina a construção do conhecimento e o desenvolvimento de suas habilidades cognitivas. O trabalho individual dá lugar ao trabalho em equipe, promovendo o compartilhamento de idéias e das experiências. O aprendizado já previamente determinado pelo professor é substituído pela necessidade de aprender a aprender, desenvolvendo-se, assim, habilidades para a era da informação. E por que o blog?Blog é a abreviação da expressão inglesa weblog. É um diário virtual. Muitos são pessoais, alguns são voltados para diversão.e outros são utilizados em situação de trabalho. Há também aqueles que misturam tudo. Mas, em geral, enfocam uma área de interesse para quem os escreve. Hoje, criar um blog é muito fácil e simples. Não exige conhecimentos profundos de Informática, nem instalação de programas para a publicação e atualização. Existem serviços gratuitos para a publicação dessas novas formas de registro.Como recurso de aprendizagem, o blog ainda é novidade, mas a linguagem é bem conhecida dos adolescentes, que o utilizam para publicar suas páginas pessoais na Internet. Aproveitar esse conhecimento dos jovens no contexto escolar pode ser uma maneira diferente de divulgar projetos e permitir a interatividade e a troca de experiências, facilitando a reestruturação de antigos e a construção de novos outros conhecimentos.A utilização dos blogs nas escolas permite o registro de forma rápida e simples. O blog funciona como um diário no qual o usuário (aluno ou professor) pode registrar atividades, impressões acerca de determinado assunto ou propor desafios cooperativos.A construção de um blog de forma cooperativa possibilita a interação entre os sujeitos e promove a troca de idéias e a resolução de desafios de forma colaborativa. Estas possibilidades, além da facilidade de utilização, organização de conteúdos e comentários, ampliam as possibilidades de complementar as aulas dos professores de forma inovadora e atraente. Os blogs ajudam a construir novas redes sociais e de saberes.Por permitir a expressão, discussão e contraposição de idéias entre os sujeitos, é um recurso que promove a aprendizagem e possibilita a construção do conhecimento. Seja como for, levar o recurso dos blogs para a escola pode representar um avanço na capacidade de comunicação dos alunos. Hoje, o uso do computador na Educação deve ser capaz de gerar reflexão, análise, depuração dos procedimentos utilizados pelo aluno, inclusive e, principalmente, para o desenvolvimento de determinada atividade prevista no planejamento do "conteúdo escolar".

Você acha o texto completo em http://br.geocities.com/cantinhovirtualdaeducacao

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

AS NOVAS TECNOLOGIAS NA SALA DE AULA, algumas observações.


Observando os avanços pelos quais a sociedade vem passando devido ao uso de novas tecnologias em diversas áreas profissionais, devemos reconhecer que o professor não pode ser um mero observador diante deste avanço. As novas tecnologias exigem um novo enfoque nas metodologias de ensino e os professores têm que dar esse passo de forma clara e decidida, propondo mudanças de forma que a transmissão de informações passem a ter infinitos caminhos, deixando para trás a época dos livros-textos como suporte quase único para o ensino-aprendizagem.A utilização da tecnologia permite uma melhor adaptação às diferenças entre os alunos, possibilitando uma maior flexibilidade para a apresentação do conteúdo com o desenvolvimento de novas estratégias de aprendizagem.
As situações de aprendizagem em que se usa o computador são mais eficientes quando permitem ao aluno uma atividade estruturante, que, guiada pelo professor, enfoquem um conteúdo determinado e explicitam os objetivos de aprendizagem de maneira clara. O professor deve propor situações que aproveitem as potencialidades dos recursos informáticos disponíveis, que sejam desenvolvidas levando em consideração os conhecimentos prévios dos alunos sobre os conteúdos a serem tratados e que integrem o restante das situações em classe.Qualquer proposta deve permitir a iniciativa do aluno de tal forma que permita-o desenvolver processos cognitivos, tais como: elaborar hipóteses, desenvolver projetos, explorar programas, tornar consciência de suas estratégias, poder corrigir os erros, etc. Seria um erro pensar em atividades com o computador que estejam desligadas do conteúdo da sala de aula, pois assim não será possível valorizar o processo de desenvolvimento do aluno no que se refere à resolução de situações-problema que se apresentam nos diferentes campos do conhecimento.
A presença da tecnologia em sala de aula dá ao professor a oportunidade de promover ambientes de aprendizagem interdisciplinares onde os alunos adquirem habilidades para estruturar investigações e resolver problemas concretos, formando pessoas com capacidade para desenvolver novas habilidades, novos conceitos e dar resposta eficiente às trocas e exigências do mundo atual. Um ambiente de aprendizagem como este é uma experiência que contribui para o desenvolvimento da criatividade e do pensamento dos alunos.


quarta-feira, 3 de outubro de 2007

A FORMAÇÃO DE CONCEITOS NA ESCOLA

Vygotsky (1993) descreve que a fala possui dois componentes: o fonético e o do significado. Estes dois componentes irão originar os conceitos, que são classificados em espontâneos, quando construídos a partir da experiência, e formais, definidos pela ciência. Um dos problemas da escola é trabalhar somente com os conceitos científicos, não considerando os conceitos espontâneos dos alunos. É através da interação dos dois conceitos (científico e espontâneo) que se dá à evolução real do pensamento. Entender os conceitos prévios dos alunos possibilita que estes, através da reflexão e da atividade, sejam reconstruídos e propiciem a interação com o conceito construído cientificamente. Desta forma teremos uma proposta pedagógica que eleva as estratégias de pensamento, provoca aprendizagens mais significativas e desenvolve a autonomia de pensamento.
O processo de formação de conceitos tem início na infância e amadurece e se configura somente na adolescência. Durante a infância a criança adquire capacidades de conceituação que constituem o início desse processo. Como se dá a formação dos conceitos tem sido objeto de muitas investigações, principalmente quando se pensa no papel da escola como facilitadora na construção do conhecimento científico por parte de seus alunos.
Quando Vygotsky estudou esse tema, desenvolveu alguns estudos experimentais para observar a dinâmica do processo de formação de conceitos. As principais conclusões a que chegou foram:
* a percepção e a linguagem são indispensáveis à formação de conceitos;
* a percepção das diferenças ocorre mais cedo do que a das semelhanças porque esta exige uma estrutura de generalização e de conceitualização mais avançada;
* a formação de conceitos é o resultado de uma atividade complexa, em que todas as funções intelectuais básicas (atenção deliberada, memória lógica, abstração, capacidade para comparar e diferenciar) tomam parte;
* os conceitos novos e mais elevados transformam o significado dos conceitos inferiores.

Outro aspecto bastante relevante sobre formação de conceitos, tratado por Vygotsky (1991), diz respeito à experiência pessoal da criança e à instrução formal, à aprendizagem em sala de aula, levando-a a desenvolver dois tipos de conceitos que se relacionam e se influenciam constantemente. Vygotsky acredita que os conceitos espontâneos e os conceitos não-espontâneos fazem parte de um mesmo processo, ainda que se formem e se desenvolvam sob condições externas e internas diferentes e motivados por problemas diferentes.
Os conceitos científicos constituem, para Vygotsky, o meio no qual a consciência reflexiva se desenvolve. A aprendizagem escolar exerce papel importante em sua aquisição. Seus estudos confirmaram a hipótese de que os conceitos espontâneos e os conceitos científicos, inicialmente afastados porque se desenvolvem em direções contrárias, terminam por se encontrar.
Considerando que o aluno traz uma riqueza de conhecimentos sobre o mundo e seu funcionamento, que na maioria das vezes entram em conflito com o que é imposto pela escola e tem de ser aprendido, o professor deve agir para que os estudantes não rejeitem esses conhecimentos ou não tenham dificuldades em assimilá-los.
A tarefa da escola, por meio do professor, é exatamente auxiliar o aluno a formar o conceito científico e estabelecer vínculo indireto com o objeto por meio de abstrações em torno das suas propriedades e da compreensão que ele mantém com um conhecimento mais amplo. Para os professores, esta tarefa não é fácil, porque implica uma revisão, tanto de conteúdos quanto de metodologias.
Além de formados, esses conceitos precisam ser internalizados. A internalização dos conceitos ocorre à medida que a mente da criança registra os conceitos. A teoria indica que apenas a visualização não garante a apropriação de todas as características existentes no objeto a ser apreendido.
A atividade também é fundamental nesse processo. As atividades propostas pelos professores devem provocar nos alunos exercício mental constante voltado para as operações que devem realizar sobre determinado problema, permitindo que o aluno vá tomando consciência das suas atitudes e, conseqüentemente, das suas tarefas, da resolução da questão proposta.
Para que as práticas pedagógicas sejam mais adequadas à formação de conceitos científicos, algumas sugestões são apontadas:
-As idéias que o aluno traz para a escola são necessárias para a construção de significados. Suas experiências culturais e familiares não podem ser negadas. Essas idéias devem ser aceitas para progressivamente evoluírem, serem substituídas ou transformadas.
-A resistência para substituir alguns conceitos só é superada se o conceito científico trouxer maior satisfação: for significativo, fizer sentido e for útil.
-O diálogo com os alunos possibilita o diagnóstico de suas idéias em vários momentos da aprendizagem. Da mesma forma, a interação entre parceiros e a observação dos diálogos travados entre eles.
-Resolver problemas com um plano de atividades cognitivas deve ser estimulado, uma vez que a simples nomeação das características essenciais e a repetição de definições não garantem a formação de conceito.
-Deve-se possibilitar ao aluno retomar seu processo de trabalho, explicando suas idéias e analisando a evolução das mesmas.
-No processo de formação de conceitos, é desejável desenvolver ações de inclusão -estabelecer se um objeto dado refere-se ao conceito indicado, e de dedução-reconhecer as características necessárias ou suficientes para incluir ou não os objetos em um conceito dado.
-Nem todo conceito é passível de experimentação, daí o valor de meios variados: filmes, explorações de campo, etc.

É importante lembrar que o ensino sistemático e explícito na escola deve levar o aluno a reconceitualizações e, principalmente, desenvolver formas de pensar que se estendam para outras áreas e para situações que transcendem a sala de aula. A formação e internalização dos conceitos ocorrem pela mediação através da linguagem oral e escrita, como também pela mediação com objetos reais. A utilização correta do concreto se faz quando ele se revela como um instrumento para se chegar ao abstrato. A aquisição de cada conceito particular é vista como um processo de construção e não como um processo aditivo de recepção.

O desenvolvimento de determinadas habilidades são essenciais na formação de conceitos:
" Habilidade de explicar ou desdobrar o significado das palavras.
" Habilidade de construir e reconstruir os elementos que compõem um conceito.
" Habilidade de usar dicionários e enciclopédias.
" Habilidade de observar a essência da coisa estudada.
" Habilidade de definir, dizer com segurança o que algo é.

Os conceitos formados são muito importantes para o desenvolvimento cognitivo do indivíduo. Formar conceitos possibilita a aprendizagem de princípios e solução de problemas a eles relacionados.